RETROSPECTIVA 2020 – Parte 4

O AMANHÃ


O ano de 2020 está chegando ao fim.

O que estará por vir?

Quais são as dúvidas e certezas daqui para frente - pós pandemia?

São muitas perguntas, questionamentos e incertezas.

Bem, enfrentamos os desafios, aceitamos as mudanças, conquistamos um legado de aprendizados, mas e o amanhã?

Vamos enfrentá-lo! Sem dúvidas!

Mesmo sabendo que a utopia é um sonho, somos seres esperançosos por um futuro melhor!

E podemos começar pela saúde. A Sociedade Civil entendeu que a saúde é uma prioridade. O mundo parou por causa da pandemia.


A esperança por um atendimento de saúde ímpar para todos é uma utopia, mas uma melhoria no âmbito da saúde é sim, possível.

Com tudo o que vivemos ficaram claras as nossas deficiências enquanto setor.

A comunicação entre a saúde pública e privada é um fator de extrema relevância. Nos entender como um ser único é um passo importante para a melhoria do setor, como um todo.

A evolução tecnológica, mudanças culturais, questões epidemiológicas, novos procedimentos, envelhecimento da população, são avanços significativos, mas que possuem o outro lado, que são os custos envolvidos.


Além disso, convivemos com duas realidades de forma ambígua. As novas tecnologias e tecnologias antigas convivem entre si, ou seja, custos novos somam-se aos custos antigos, onerando toda cadeia e impedindo a redução progressiva de valores.


Considerando todos esses fatores, o resultado é o impacto na área de saúde, seja na saúde pública ou privada.


É um desafio global que precisamos enfrentar.


Essa opinião reside, principalmente, no entendimento de que ao final, todos esses quesitos que afetam a sustentabilidade do setor, por conta do mutualismo (acesse o post sobre mutualismo), voltam para o sistema como um todo, ou seja, para o pagador.


Se nesse momento, segundo dados da FENASEG, o setor de saúde suplementar possui 23% aproximadamente de beneficiários em comparação à população brasileira, qual será o impacto nesse percentual, se os custos teimarem em aumentar?


Como consultora nessa área, a única e plausível ação para enfrentamento desse desequilíbrio é a gestão preventiva, que engloba o atendimento primário e a orientação na ponta.


Estudos demonstram que o indivíduo não é uma pessoa consciente do custo de saúde, ele consome aquilo que o sistema quer que ele consuma.


É notório, que precisamos de alguém (público ou privado), genuinamente interessado na saúde do beneficiário, que o coloque na trilha, na rota correta para utilização, pois as pessoas estão muito desengajadas da sua própria saúde, então a atenção primária é fundamental, porque educa e evita que as patologias sejam mais longas, resultando em uma piora na qualidade de vida e mais custos;


Precisamos trabalhar juntos – privados e públicos, reguladores e regulados, fontes pagadoras e recebedoras;


Afinal, é como diz o dito popular: “É melhor prevenir do que remediar”.


Até a próxima!!! Se cuidem!!!

Felicidades!

Mírcia Ramos



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