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Indicadores! Você já ouviu falar...

Dados se transformam em indicadores, mas o que são esses tais de indicadores e para que servem?

Se essa pergunta também te intriga, vem comigo!

Vamos nos aprofundar em discussões e orientações a respeito dos indicadores, da produção e uso de informações em saúde, temas cruciais para as práticas de monitoramento e avaliação do setor.


Mas, para início de conversa, precisamos entender a importância dos indicadores para as práticas de monitoramento e avaliação. Vejam, que o interesse por indicadores guarda relação com a necessidade de evidenciar os meios pelos quais construímos juízo de valor a respeito daquilo que analisamos.


Mas, afinal, o que são indicadores de saúde?


Indicadores de saúde são medidas quantitativas que descrevem a saúde de uma população em relação a um determinado aspecto ou problema de saúde. Eles são usados para avaliar e monitorar a saúde das populações e orientar políticas e programas de saúde.


Qualquer indicador traduz uma particularidade ou uma dimensão do fenômeno ao qual se relaciona.

Antes de entendermos melhor sobre os indicadores de saúde, vejamos alguns exemplos que nos cercam e, por vezes, nem nos damos conta.


Sabemos, por exemplo que o volume de chuvas é medido em milímetros cúbicos pelo índice pluviométrico. Nesse caso, essa medida é capaz de determinar quão favorável será a terra para plantio ou para colheita, se analisarmos os milímetros cúbicos de chuva que chegam ao solo. Podemos usar esses números para definir se a terra é seca em uma região ou quão chuvosa é a estação. Percebemos, então, que em um único aspecto da realidade, qual seja, o volume de água depositado no solo, podemos prever diversos cenários.


Um outro exemplo que sempre é notícia nos jornais vem da área da Educação – o IDBE – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o índice que agrega em um cálculo bem complexo as variáveis: frequência escolar, progressão escolar e desempenho em português e matemática pelo programa Prova Brasil, que retrata o avanço ou não das escolas e redes escolares distribuídas em uma escala que vai de 0 a 10. Esse indicador é um grande influenciador nos debate públicos sobre a qualidade da educação básica, além de orientar gestores, diretores, professores e familiares a construir estratégias eficazes que melhorem o desempenho dos alunos na prova.

Temos, ainda, os indicadores na clínica que são a atividade de monitorar a glicemia, pressão arterial, bem como a temperatura e saturação de oxigênio. Isso foi inventado?


Claro que não!


Tais indicadores são realizados tão logo o paciente entre na emergência e visam analisar primeiramente o estado clínico e eleger uma ação terapêutica específica ou definir prioridade de atendimento. E é por isso que vários hospitais instruíram as etiquetas coloridas, exatamente, para definir grau de principalidade.

Mas, voltando ao propósito desse blog.


Os indicadores de saúde podem ser usados para monitorar a prevalência de doenças e condições de saúde, o acesso aos serviços de saúde, a qualidade de tais serviços e o impacto de complicações.


Alguns exemplos comuns de indicadores de saúde incluem:

  1. Expectativa de vida: é a média de anos que uma pessoa espera viver em uma determinada população. É calculado com base na idade média das pessoas que morrem naquela população.

  2. Mortalidade infantil: é a taxa de morte de crianças menores de 01 ano de idade em determinada população. É calculado dividindo o número de óbitos dessas crianças pelo número total de nascidos vivos naquela população.

  3. Taxa de mortalidade: é a taxa de morte em uma determinada população, geralmente, expressa em número de mortes por 1.000 ou 100.000 habitantes. Esse indicador pode ser utilizado para avaliar a qualidade do atendimento médico, a disponibilidade de recursos e a qualidade de vida geral daquela população.

  4. Prevalência de doenças crônicas: é uma porcentagem de pessoas em uma determinada população que tem uma doença crônica, como diabetes, doença cardíaca ou artrite. Esse indicador pode ajudar a identificar os fatores de risco para doenças crônicas e avaliar a eficácia dos programas de prevenção.

  5. Índice de massa corporal (IMC): é uma medida do peso em relação à obesidade, usada para avaliar o risco de obesidade, de altura e doenças relacionadas à obesidade. Esse indicador é calculado dividindo o peso da pessoa em quilogramas da sua altura em metros.


Esses são apenas alguns exemplos de indicadores de saúde que podem ser usados para avaliar a saúde de uma população. Cada indicador é calculado de maneira diferente e pode ser usado para avaliar diferentes aspectos da saúde e do bem-estar.

Percebe-se, então, que os indicadores estão presentes em muitos campos, possuem naturezas distintas e são usados por profissionais diferentes; de modo geral, são utilizados sempre na perspectiva de nos fazer enxergar e compreender melhor a realidade, agindo sobre ela.

E, ao falarmos de indicadores, falamos também da importância do registro de informações em saúde.


A disponibilidade de informações válidas e confiáveis é crucial para a análise objetiva da situação real de saúde naquele dado momento, assim como é importante para a tomada de decisões e programações em saúde. Sem dados concretos e dentro de um lapso temporal fica difícil construir bons indicadores e mais difícil ainda fazer gestão inteligente. A má qualidade da informação pode comprometer decisivamente a qualidade dos processos de monitoramento e avaliação.

Portanto, a realidade é que os indicadores de saúde são primordiais para garantir que os recursos de saúde sejam alocados de forma eficaz e para avaliar o progresso em direção a metas de saúde específicas.

Viu a importância dos indicadores de saúde?

Até a próxima!!! Se cuidem!!!

Felicidades!


Mírcia Ramos


Texto revisado por Ana Elisa Carvalho de Aguiar – Professora de Língua Portuguesa

Produção Virtual: Hannah Sloboda



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