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A RESIGNAÇÃO

E SEU IMPACTO NA ESTRATÉGIA DE PESSOAS


Resignação é um sentimento de desânimo e desistência que pode surgir em qualquer área da vida, inclusive no trabalho. Quando um colaborador se resigna em relação ao seu emprego, ele tende a perder o interesse em suas tarefas e a se tornar menos produtivo. Além disso, a resignação pode levar a outros problemas, como desmotivação, baixa autoestima e até mesmo problemas de saúde mental.


E, hoje, a resignação é um fenômeno comum nas organizações e pode ter um grande impacto na estratégia de pessoas, especialmente se a empresa não conseguir gerenciá-la adequadamente.


Quando os funcionários se resignam, isso pode resultar em custos diretos e indiretos para a organização, incluindo perda de produtividade, treinamento de novos funcionários, recrutamento e seleção de candidatos e impactos na cultura organizacional.


É isso o que vem ocorrendo nos Estados Unidos desde o início da pandemia que consiste em uma onda de demissões voluntárias por pessoas que buscam melhores condições de trabalho, qualidade de vida e uma nova carreira.

A pandemia, inevitavelmente, fez as pessoas repensarem sua relação com o trabalho. O Brasil já vive esse fenômeno de resignação já que todos os meses quase 500 mil trabalhadores pedem demissão voluntariamente. A Você S/A ouviu especialistas e colaboradores e em resumo os principais motivos que levam a pessoa a pedir demissão são: ganhar um salário melhor; trabalhar em um ambiente de trabalho mais saudável; ter uma melhor qualidade de vida.


Isso quer dizer que o impacto da resignação na estratégia de pessoas de uma empresa é significativo. Colaboradores desmotivados e pouco produtivos podem comprometer o desempenho geral da organização e afetar negativamente qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Além disso, a resignação pode levar à rotatividade de pessoal, o que pode ser prejudicial para a empresa em termos de custos, tempo e perda de conhecimento.



Para lidar com a resignação e seus efeitos na estratégia de pessoas, as empresas precisam desenvolver medidas preventivas e corretivas. Entre as medidas preventivas estão a criação de um ambiente de trabalho saudável e estimulante, a promoção de um diálogo aberto e transparente com os colaboradores e o fornecimento de feedback construtivo e regular.


Já as medidas corretivas incluem a identificação precoce dos sinais de resignação e a busca de soluções para reverter a situação, como a promoção de treinamentos e desenvolvimento de habilidades, o reconhecimento e valorização do trabalho realizado, a criação de um plano de carreira claro e a oferta de benefícios e remuneração adequados.


Não podemos tirar os holofotes desse tema, pois ele mexe com tudo o que entendemos até agora sobre “trabalho”. Muitas das pessoas que não podem deixar seu trabalho, passam então a fazê-lo por obrigação e sem paixão, resultando mais tarde em problemas como afastamentos, absenteísmo, depressão, burnout, queda de produtividade e de engajamento.

Por isso, é importante que as empresas tenham estratégias de gerenciamento de resignação para minimizar esses impactos. Algumas estratégias que podem ser implementadas incluem:


  1. Realizar pesquisas de clima organizacional: essas pesquisas podem ajudar a identificar os fatores que estão levando os funcionários a se resignarem, permitindo que a empresa tome medidas para melhorar esses aspectos;

  2. Oferecer oportunidades de desenvolvimento e progressão de carreira: os funcionários muitas vezes se resignam porque sentem que não têm oportunidades de crescimento na empresa. Oferecer programas de desenvolvimento e progressão de carreira pode ajudar a reter talentos e motivar os funcionários a permanecerem na organização;

  3. Manter uma cultura organizacional positiva: uma cultura organizacional positiva pode ajudar a motivar os funcionários e criar um ambiente de trabalho mais agradável e produtivo;

  4. Oferecer benefícios e programas de bem-estar: oferecer benefícios e programas de bem-estar pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dos funcionários e reduzir o estresse no trabalho, o que pode ajudar a reter talentos;

  5. Realizar entrevistas de saída: realizar entrevistas de saída com os funcionários que se resignam pode ajudar a empresa a entender melhor os motivos da resignação e identificar áreas para melhorias;


Em resumo, a resignação de um funcionário pode ter um impacto significativo no trabalho e nos negócios da empresa. É importante que as empresas estejam preparadas para lidar com a transição e minimizar os impactos negativos. Isso pode incluir a criação de um plano de sucessão, a contratação de pessoal temporário ou a terceirização de serviços até que um substituto permanente seja encontrado.


Não basta mais um bom salário e bons benefícios, as pessoas precisam de algo muito maior.


O valor nesse novo e desafiador cenário está no intangível e nas emoções.


As empresas que souberem realmente enxergar os talentos de maneira única e humanizada, saindo da rigidez de seus processos e operações, certamente estarão um passo à frente nessa via positiva de mão dupla - pessoa colaboradora e empresa - de um trabalho feliz.


Até a próxima!!! Se cuidem!!!

Felicidades!


Mírcia Ramos


Texto revisado por Ana Elisa Carvalho de Aguiar – Professora de Língua Portuguesa

Produção Virtual: Hannah Sloboda



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