Introdução Alimentar

CUIDADO, ela pode engasgar!


Você sabe onde foi parar a papinha e frutinha amassadinha do bebê?


Fiquei estarrecida com o vídeo que recebi de minha filha registrando a primeira comida sólida da Alana, minha neta, de 06 meses.


É bem verdade que, diariamente, surgem uma enxurrada de novos estudos, novas técnicas, novos produtos, novas descobertas, que fica impossível acompanhar.


E, acreditem! Nem tudo é modismo!


Tem muitos estudos científicos que comprovam a eficácia do assunto, mas até aquele dado momento nunca tinha ouvido falar em BLW (baby-led weaning).


Se você também não e ficou curioso(a) ou, ao menos, deseja saber do que estou falando para não ficar com cara de avô/avó, vem comigo!


O assunto abrange a introdução alimentar nos bebês. São tantas mudanças que até a graciosa chuquinha virou um copo de água, vocês acreditam?



Como diria a minha avó:

Como as coisas mudam, né?


E quando estudos sérios comprovam os benefícios em se aposentar as velhas práticas, não temos como fugir, temos que aceitar.


Isso é inovação! Isso é evolução!


Confesso que determinadas mudanças não são muito fáceis de aceitar. E, nesses casos, me debato igual a um passarinho preso na gaiola, quando creio com todas as minhas forças que o mais seguro é seguir a voz da experiência.


Ver minha neta vivendo esse momento tão inovador, ao menos para o meu mundo de avó, foi agonizante.


Quase entrei pela tela do celular para gritar:


Cuidado, ela pode engasgar!


Para quem já viveu essa experiência com um filho entende bem o temor e o desespero.



Mas esse momento, também, foi intrigante. Ao ponto de ir pesquisar sobre o assunto e aceitar que, agora, eu sou a avó!


As coisas mudam e temos que ter a mente aberta para absorver, interpretar e aprender.


Então, vamos lá!


Resumidamente, após minha pesquisa, entendi que o método é conhecido como “desmame liderado por bebês” (em inglês, baby-led weaning – BLW).


Trata-se de um método de introdução alimentar que tem ganhado popularidade e tem sido muito recomendado, deixando dúvidas para os novos papais e mamães, de qual melhor forma seguir: a antiga ou a antiguíssima com roupagem nova?


Sim, porque a técnica apresentada, possivelmente, era realizada pelas mães índias, mas à época não existiam recursos, aparatos e medições que pudessem fornecer dados concretos e aceitáveis.


Vamos entender!


O BLW consiste em uma abordagem de introdução de alimentos sólidos, em bebês de, no mínimo, seis meses de idade (a idade deve ser corrigida para prematuridade), de forma que consumam todos os tipos de comida, desde o início da alimentação complementar, sem seleções de alimentos e sem utilizar os velhos hábitos de amassar, bater ou peneirar os alimentos, ou seja, a oferta de alimentos em sua forma integral.


O método defende que os bebês devem ser apresentados a uma grande variedade de alimentos para comer com mão (finger food), podendo escolher o que, quando e quanto comer, e compartilhar os alimentos e as refeições com sua família.


É muito importante que nesse início os olhares atentos e protetores dos papais e mamães estejam ali, pertinho.


Participar desse aprendizado, conversar, demonstrar como fazer irá preparar seu filho, sua filha, a percorrer esse trajeto com total segurança e longe dos receios das avós alucinadas e preocupadas (rs).


Para os estudiosos desse método, há o entendimento de que as papinhas liquidificadas e/ou peneiradas, suco de frutas e alimentos misturados:

  • Diminuem a autonomia e o desenvolvimento da motricidade oral, impactando na mastigação e fala;

  • Estimulam a seletividade alimentar (compulsão);

  • Aumentam as chances de desenvolver cáries, alergias, diabetes, colesterol alto, hipertensão e doenças renais;

Os estudos sobre o assunto garantem que o histórico alimentar é um legado para toda vida!


Então, eu pergunto: Se podemos melhorar, por que não?


Mas não é só a idade que conta para se introduzir o BLW. O bebê também deve apresentar todos os sinais de prontidão para poder iniciar a alimentação complementar.

  • Ter 6 meses (corrigir a idade se o bebê for prematuro);

  • Sentar-se com nenhum ou com o mínimo de apoio;

  • Ter controle da cervical, pescoço e cabeça;

  • Saber levar objetos à boca;

  • Mostrar interesse pelos alimentos;

  • Não ter o reflexo de extrusão: expulsar objetos com a língua involuntariamente.

Os estudos comprovam que aguardar o bebê estar totalmente preparado para receber os alimentos é a melhor coisa a se fazer por ele.


Bem, francamente, não posso afirmar que virei adepta ao método. Não consigo, ainda, trocar os 80 anos de experiência da minha mãe por um estudo prévio que dependerá de alguns anos para ser devidamente comprovado, mas posso abrir as janelas das possibilidades, apoiar a decisão da minha filha e perpetuar a felicidade da minha neta brincando com os alimentos.


E você? O que pensa a respeito?


Será ótimo saber sua opinião!



Até a próxima!!! Se cuidem!!!

Felicidades!

Mírcia Ramos

Texto revisado por Ana Elisa Carvalho de Aguiar – Professora de Língua Portuguesa

Produção Virtual: Hannah Sloboda




















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