DIA DAS MÃES!

Nesses últimos dias vivi uma situação muito especial, aquela que ficará na minha memória enquanto eu viver e, coincidentemente, essa situação traz em sua essência o que é ser mãe no século XXI.

Devo confessar que, para mim, ser mãe do século XXI não é tarefa fácil.

Minha homenagem é para vocês.

Mães modernas, polivalentes, tecnológicas, Mães!

Que acordam ao raiar do dia e saem para o trabalho, delegando para outras, que também deixam seus filhos em casa, que sejam as mães de seus pequenos.

Ou mães que elegem um local apropriado para salvaguardar seus príncipes e princesas, ou recorrem à ajuda familiar, geralmente: as mães!

Pois bem, nascemos e crescemos nessa época e estamos enfrentando a história das nossas vidas.

Sim, somos mães por telefone em tempo integral, mas sempre atentas aos momentos mais importantes para nossos filhos, já que não poderemos estar presentes em todos.

Para mim, a verdade é que não importa se é mãe de um filho ou, de vários filhos que se tornam únicos pelo pouco tempo que conseguimos dar para eles.

Vivemos uma rotina ambígua, que rotina quase não tem, pois o dia é sempre um mistério, com inúmeros inusitados para aquelas que têm filhos, afinal nunca se sabe se o dia que começou é o dia marcado para um tombo, uma prova surpresa, uma briga com um namorado (a), uma dor ou uma virose inexplicável.

Vivemos em uma correria desenfreada, com mais horários de coisas a fazer do que o dia comporta e, assim, os dias vão passando sem que possamos dar conta de quão rápido eles estão indo.

De repente, em 16/03/2021, participo de uma experiência única, indescritível - vejo minha filha dar à luz a minha neta.

Um parto humanizado, naturalmente lindo, que me remete a um passado tão próximo e tão longínquo.

Naquele momento, misturado com o primeiro choro da Alana e ao decorrer das lágrimas de felicidade da Rhaíssa, a minha mente toma conta de todo meu corpo, da minha respiração, de cada célula, e a minha vida passa como um flashback em um curta-metragem.

Como assim, minha filha está tendo uma filha? Ontem ela estava em meus braços pedindo colo e me olhando com tanta admiração que meu peito se enchia de orgulho.

Ontem eu te aconselhava... como toca a canção de Nico Nicolaiewsky.

Não Esqueça Fernanda Takai

Eu te digo, minha filha Não esqueça de sempre sorrir Não esqueça de ligar pra mim Se por acaso conseguir Não esqueça que é tudo ilusão Não esqueça de lavar as mãos Eu te digo, minha filha Não esqueça de se apaixonar Não esqueça de ligar pra mim Dizer a que horas vai voltar Eu te digo, minha filha Não esqueça do que você quer Não esqueça de querer aquilo Que vai te fazer feliz Não esqueça que a vida é pra viver Lembre sem medo de esquecer Não espere saber como vai ser Saiba que nunca vai saber Não esqueça que a vida é pra viver Lembre sem medo de esquecer Não espere saber como vai ser Saiba que nunca vai saber Não esqueça que é tudo ilusão Não esqueça de lavar as mãos


E agora: é mãe!

Olho rapidamente para esse filme que insiste em repassar em minha mente e percebo de forma brutal o quanto o tempo é sagrado e duramente entendo que o sagrado não tem valia quando você perde o tempo.

Por isso, a minha homenagem é especialmente para as mães do século XXI. Mães que se reinventam na correria do dia a dia, que encontraram em seu horário do almoço, o momento oportuno para checar o uniforme, fazer a lancheira ou a trança no cabelo. Ligar para o pediatra, tomar matéria da prova ou participar de uma reunião escolar. E ainda usufruem do aprendizado e da sabedoria dos antepassados ao replicar comandos quase imutáveis, como mandar tomar banho ou escovar os dentes, ou simplesmente explicar que não se deve falar de boca cheia!

Feliz Dias das Mães!

Nesse momento de puro esplendor, percebo que são 02 nascimentos e um único ato. Minha neta travando uma batalha para nascer, minha filha se esforçando ao máximo para ajudar e em um passe de mágica, nasce a filha e a mãe, no mesmo instante admirável e acolhedor.

Em um ato de entrega total, Alana chega aos braços da Rhaíssa e o filme se repete em minha mente. Nesse milésimo de segundo onde presencio o nascimento da mãe Rhaíssa com sua filha Alana aconchegada em seu colo, me transporto e recordo de todos os sentimentos que senti naquele instante que a vi pela primeira vez, minha filha.


É algo inexplicável e humanamente delicioso.

Mãe, que palavra doce e forte.

No instante do nascimento, de forma quase automática, se afloram todos os instintos. A natureza humana é algo fantástico. Aquela menininha dorminhoca que não acordava por nada, agora fica alerta ao escutar um simples gemido através das portas; aquela menininha que reclamava ao carregar a mochila para a escola, ganha mãos como um polvo para dar conta de carregar o bebê, a bolsa, a chupeta, fechar a porta, abrir o carro e seguir na correria do dia-a-dia, aquela menininha que corria para meu colo em um simples sobreaviso de perigo, agora, se transforma na fortaleza, em uma leoa e todas essas mudanças regidas por uma maestria surpreendente.

Parabéns, Mães do século XXI!

Respeito sua luta, sei que não é tarefa fácil. Acordar e se arrumar para o trabalho, checar rapidamente as coisas da casa e torcer para sua secretária do lar não faltar. Olhar seu filho(a) dormindo por mais alguns minutos no mesmo instante que confere as mensagens e e-mails pelo celular. Dar mais ordens para a secretária do que ela poderá lembrar e sair para o trabalho, torcendo para não pegar trânsito, pensando se não esqueceu de nada importante, repassando tudo que precisa fazer no dia e, ainda, ser profissional, moderna, guerreira para conquistar seu espaço no mercado.

Mães que fogem rapidamente para assistir à apresentação da escola, que pedem ajuda para alguém buscar o filho porque ficaram presas no trabalho ou param o carro de qualquer jeito porque viram rapidamente algo para seu filho(a), não se importando com as buzinas alheias.

Ontem, eu era essa mãe, assoberbada de afazeres, brigando pela sobra de um tempo de qualidade, administrando todas as adversidades dessa vida louca. E agora, de repente, avó!

O tempo passa rápido!

Nossa vida é correr, preocupar-se, desdobrar-se para vencer o dia, dar conta de todos os papéis, e ainda chegar em casa, supervisionar o banho, fazer várias perguntas sobre o dia do seu filho(a) no afã de não perder nada de importante, checar a tarefa, a agenda, olhar a mochila, sentir-se culpada por não ser mais presente, brincar, dar atenção, cantar uma música, ler uma história, assistir o desenho preferido e acabar adormecendo ali, na caminha de solteiro ou ao lado do berço, cansada, mas realizada por ter sido por mais um dia MÃE!

Minha homenagem para as Mães do século XXI, na voz da Naiara Azevedo em sua música – Obrigado Mãe.

À minha mãe sou eternamente grata por todo seu amor e cuidado. Seus ensinamentos não foram em vão. Muito obrigada, Mãe!


Para as mães do século XXI, inclusive minha filha, desejo que todo o tempo com seus filhos sejam preciosos e eternizados, pois não é tarefa fácil ser Mãe do século XXI!

Parabéns a você!!!

Até a próxima!!! Se cuidem!!!

Felicidades!

Mírcia Ramos

Texto revisado por Ana Elisa Carvalho de Aguiar – Professora de Língua Portuguesa

Produção Virtual: Hannah Sloboda



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